domingo, 30 de abril de 2017

precipícios

precipicios

tristeza de cuerpos infantiles en la palabra
no saben los padres:
entre la nieve y la teja la muerte
es un poeta umbilical
inacabado

María Malusardi

precipícios

tristeza de corpos infantis na palavra
não sabem os pais:
entre a neve e a telha a morte
é um poeta umbilical
inacabado

(trad: alberto augusto miranda)


sexta-feira, 28 de abril de 2017

quarta-feira, 26 de abril de 2017

No existe cabeza ni cola / Nem cabeça nem cauda


No existe cabeza ni cola, sólo unos centímetros del reptil
que se desliza entre los arbustos.
No comienzan ni terminan las escamas,
todo amarrado a la tierra, costuras que me ponen de buenas.

En la tarde la luz es suficiente para iluminar nuestra expresión.
No tiene plumas ni es monstro mitológico,
es un domingo sin tráfico, donde pruebo de nuevo los alfajores.

Me retiro un poco de la escena. La tarde esta a la mitad,
es un tráiler que se atasca sin poder dar la vuelta.
No me gustan repasar detalles, ni fechas, ni sobrenombres,
ni las placas de bronce en los muros.

Gabriela d´Arbel

Nem cabeça nem cauda, apenas centímetros do réptil
que desliza entre os arbustos.
Não começam nem acabam as escamas,
tudo amarrado à terra, costuras que me estrelizam.

Pela tarde a luz é suficiente para iluminar a nossa expressão.
Não tem plumagem não é monstro mitológico,
é um domingo sem trânsito, onde provo de novo os alfajores.

Saio um pouco de cena. A tarde está em metade,
é um trailer que se gruda sem poder dar a volta.
Não aprecio rever detalhes, datas, apelidos,
nem as placas de bronze nos muros

(trad: alberto augusto miranda)


segunda-feira, 24 de abril de 2017

domingo, 23 de abril de 2017

Noche / Noite

Noche

Todo se ha detenido:
las horas de los hombres que duermen,
las alas de los pájaros que hallaron el nido
y el rayo de sol que vi partir tras la tarde.

Sombras misteriosas inician su danza,
festejo nocturno,
luto del espejo,
que niega la existencia.

Marisol Bohórquez Godoy

Noite

Detenção em tudo :
tempo dos homens a dormir,
as asas dos pássaros que encontraram o ninho
e o raio de sol partido depois da tarde.

Sombras misteriosas iniciam a dança,
festa de a noite.
luto do espelho,
negador da existência


(trad : alberto augusto miranda)

sábado, 22 de abril de 2017

Yuninal Jm’etik / Lua Nova


Yuninal Jm’etik

¡Chamkun, lajkun!
Xi jun tseb.
¡Chamkun, lajkun!
Xi jun ants.
¡Chamkun, lajkun!
Xi jun yayil.
Yo’ to unin li jme’metike ¡chamkutik

Enriqueta Lunez

Lua Nova

Morrer, morrer-se !
folega uma jovem.
Morrer, morrer-se !
folega uma mulher de meia idade.
Morrer, morrer-se !
Folega uma anciâ
Morramos então ! Jaz tenra a lua.


(trad : alberto augusto miranda)

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Dias Castro


Húmus

Húmus
Leitura encenada (a partir de "Húmus", de Herberto Helder)
Por MUSGO Produção Cultural, leitura de Paulo Campos dos Reis
22 de Abril | 21:30 | Casa Grande - Largo Hintze Ribeiro
Paredes de Coura

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Rituales / Rituais


Rituales

Recoger botellas de vino en la mañana
y esperar en su vacío las respuestas.

Apuntar más de un verso
en las pupilas de mi gato,
el ritmo en sus pasos de pantera.

Retornar al río hijastro del deshielo,
a la tarde detrás de las lomas coloradas.

Hundir los dedos en la nieve,
perder el tacto de los días.

Voltear hacia el desierto
desempolvar al dinosaurio
dejar que sobreviva de mis huesos.

Caminar la yerba seca de los filos,
lo perdido en las orillas.

Ana Cecilia Blum

Rituais

Coletar garrafas de vinho pela manhã
em seu vazio esperar as respostas.

Propor mais que um verso
nas pupilas do meu gato,
o ritmo em seus passos de pantera.

Retornar ao rio enteado do degelo,
pela tarde atrás das colinas coloridas.

Fundir os dedos na neve,
perder o tato dos dias,

Contornar até ao deserto
desempoeirar o dinossauro
deixar que sobreviva dos meus ossos.

Percorrer a erva seca dos fios
o perdido noutra coisa.


(trad: alberto augusto miranda)